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Amamentação: tem idade limite para a criança?

Na Semana Mundial do Aleitamento Materno, que vai até o dia 8, voltamos a falar sobre o assunto, infelizmente ainda controverso entre muita gente.

Enquanto a questão da amamentação já é vista como tabu por algumas pessoas, como as mães lidam com a questão de seus filhos que querem continuar mamando além do período “comum”? “Nossa, mas ainda sai leite?”, “esse leite não tem mais vitaminas” e “nossa, vai mamar até ficar adulto?” estão entre frases ouvidas por muitas lactantes.

Pode continuar amamentando mesmo quando a criança já consome outros alimentos? Em uma pesquisa realizada no site da Revista Crescer em 2016, 23% das 664 participantes disseram que amamentaram os filhos até 1 ano, 16% até 1 ano e meio, 18% até 2 anos e 21% continuaram depois dos 2 anos.

Pode, sim

“Mesmo depois dos seis meses, quando o bebê já passa a comer e a ingerir líquidos, o leite materno continua trazendo benefícios. Além dos nutrientes, há a questão do vínculo entre mãe e filho e das imunoglobulinas, que ajudam a fortalecer a imunidade”, explica o pediatra e neonatologista Nelson Douglas Ejzenbaum, de São Paulo (SP). “Dentro dos dois primeiros anos, faz uma grande diferença”, completou ele.

Prevenir é o melhor remédio

“As evidências científicas demonstram que há benefícios da amamentação não só do ponto de vista nutricional, mas também imunológico, metabólico, ortodôntico, fonoaudiológico, afetivo, econômico e social. Tudo isso é evidenciado de forma intensa quando a amamentação ocorre de forma exclusiva até os 6 meses de idade e complementada até pelo menos os 2 anos ou mais”, diz
Silvana Salgado Nader, membro do Departamento de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Sem crises e sem preconceito

Os benefícios continuam existindo mas, de acordo com Silvana, o aleitamento materno depois dessa idade está relacionado com menor chance de sobrepeso e obesidade, uma vantagem e tanto já que, atualmente, esse é um dos maiores perigos que rondam a infância. O leite ainda oferece nutrientes, mas seu papel principal nesse ponto já foi desempenhado. Ele não passa a ser “um alimento vazio”, como muita gente costuma repetir, mas os nutrientes já são supridos com a alimentação sólida.

Por isso, não há uma resposta exata sobre o momento certo do desmame. Tudo depende da decisão da família. “A idade ideal para desmamar é uma questão polêmica. Em algumas culturas não-ocidentais, as mulheres amamentam seus filhos até 3 ou 4 anos de idade. O desmame sofre influências de aspectos socioculturais e econômicos”, diz a especialista.

A hora do desmame

A melhor forma de fazer o desmame, então, é quando ele ocorre naturalmente. Nesses casos, o bebê vai adquirindo maturidade para deixar de demandar o leite materno. “Alguns sinais de que a criança está amadurecendo para o desmame: menos interesse nas mamadas, aceita variedade de outros alimentos, outras formas de consolo, não ser amamentado em certas ocasiões e locais, é seguro na sua relação com a mãe”, enumera  a pediatra da SBP

E, quando a decisão for tomada, a mãe precisa ser firme e não voltar atrás para não deixar a criança confusa e nem tornar o processo mais complicado.

Fonte: Revista Crescer

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