Higiene/Cuidado/Saude

Está grávida e quer viajar de avião? Confira alguns cuidados


Imagine aquela situação: você está ali, feliz da vida com a chegada do seu filho ou da sua filha e surge uma oportunidade de viagem de avião, seja a lazer ou de emergência. Como sabemos, gravidez não é doença, mas alguns cuidados são essenciais para que mamãe e bebê não corram nenhum risco, certo?

Algumas dicas são essenciais para não deixar que o barrigão atrapalhe seus planos e tudo corra da forma mais tranquila e segura possível. Confira:

  • Até quantas semanas de gestação posso viajar?
    “Se não há nenhum tipo de doença associada que coloque em risco a gravidez ou ameaça de trabalho de parto prematuro, não há uma limitação em relação à idade gestacional. O que acontece é que a maioria das empresas aéreas estabelece um limite para que as pacientes voem sozinhas sob o risco de elas entrarem em trabalho de parto no avião ou precisarem de atendimento especializado. A maioria não permite viagem geralmente depois de 32 a 34 semanas. Antes desse período é importante que as grávidas tenham um atestado médico que informe o número de semanas de gestação e a libere para a viagem”, explica o obstetra Antonio Paulo Stockler
  • Há riscos de viajar de avião para a grávida e para o bebê?
    “Para as gestações de baixo risco e como liberação do obstetra não há risco algum. No entanto, há maior chance de inchaço nas pernas e as viagens podem favorecer trombose, por isso, indico o uso de meias elásticas de moderada compressão durante todo o voo e, a cada 2 ou 3 horas, a grávida deve se levantar e andar por uns 15 minutos para ativar a circulação. As grávidas que têm problemas de saúde, como doença pulmonar ou cardiovascular, podem piorar durante a viagem. As mulheres que estão sob risco de abortamento também não devem viajar de avião porque não terão nenhum tipo de acesso a tratamento e a própria pressurização pode ser considerada responsável pelo abortamento. Não existe nenhuma evidência muito clara sobre isso, mas as mulheres que sofrem sangramento devem evitar o avião sob risco de perda da gravidez”, alerta o obstetra Domingos Mantelli .
  • E em caso de gêmeos ou múltiplos?
    “Gestações de gêmeos ou múltiplos têm mais chances de trabalho de parto prematuro. É claro que isso não é uma regra, pois varia de mulher para mulher, mas nestes casos é seguro viajar só até a 30ª semana”, aconselha Mantelli.
  • Em quais casos não é recomendado que a grávida viaje de avião?
    “Não devem viajar as mulheres com ameaça de abortamento, assim como aquelas que possuem doenças pulmonares ou cardiovasculares graves ou risco muito alto de trombose. Recomenda-se que elas não viajem ou façam a viagem fazendo uso de algum medicamento anticoagulante para prevenir a trombose”, recomenda Antonio Paulo Stockler.
  • Quais medicamentos e utensílios as médicas devem levar em viagens de avião?
    “Em primeiro lugar, é importante que toda gestante que vá viajar, principalmente para fora do país, tenha um seguro de saúde com cobertura internacional. Para, caso precise de atendimento médico, seja amparada. Além disso, é recomendado fazer uma espécie de ‘pequena farmácia’ porque ela pode ter dificuldades para comprar medicamentos fora do país. É importante levar remédio para cólica, enjoo, azia e analgésicos comuns, além de usar meia elástica, travesseiro e tomar bastante líquido durante o voo para hidratar. Além disso, ela deve levar roupas confortáveis, sapatos largos e confortáveis para os pés que vão inchar, almofada para a lombar, meias elásticas para o voo e fazer caminhadas de 15 minutos a cada duas ou três horas sentada”.
  • No caso de grávidas, é preferível viajar de carro a viajar de avião?
    “Em algumas situações, a viagem de carro pode ser mais vantajosa porque não há risco da pressurização, mas por outro lado há menos mobilidade. Não se pode parar para ir ao banheiro, levantar, caminhar, coisas que se consegue fazer dentro do avião. Isso acaba atrapalhando porque ela vai ter que parar periodicamente para fazer suas necessidades, caminhar, alongar-se. Muitas grávidas também acabam deitando no carro, o que é muito arriscado. É preciso ficar sentada, com o cinto afivelado (a parte transversa deve ficar abaixo da barriga e a parte diagonal, entre os seios). Quando opta-se pela viagem de ônibus, é um pouco mais fácil porque ela consegue se locomover e geralmente há banheiro, mas é uma viagem cansativa; a tendência é ela ficar mais inchada”, finaliza Antonio Paulo.Fonte: GNT

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