Babá, Higiene/Cuidado/Saude, Papais e Mamães

Sono do bebê: confira mitos e verdades sobre o descanso dos pequenos

Muitas informações se desencontram quando se trata do sono do bebê, certo? Logo, é natural que mitos e verdades se misturem na criação do pequeno, especialmente com relação ao sono. Afinal, não apenas os pequenos, mas os papais também precisam descansar, né?

Confira algumas dicas que são essenciais para que o descanso reine na casa:

Bebê sempre aprende a dormir sozinho: mito

Bebês que dormem que nem anjinhos, sem dar trabalho nenhum, são exceções (cerca de 10%). Nos três primeiros meses, o bebê repete vários ciclos de mamada, cocô e sono. Por isso, não adianta tentar acostumá-lo a dormir a noite toda nessa fase. O ritual nasce a partir do quinto mês.

Rotina é importante: verdade

De acordo com uma pesquisa, ir para a cama no mesmo horário todas as noites melhora a continuidade do sono noturno e, consequentemente, contribui com o bom humor das mães. Mas vale relembrar: isso vale a partir do quinto mês e pode incluir banho relaxante, uma massagem, a troca de fralda, a mamada e o colo para arrotar.

Chá de camomila acalma: verdade

Além de ajudar no relaxamento, o chá de camomila ainda é rica em substâncias benéficas, com efeitos anti-inflamatórios e antioxidantes, e pode diminuir a ansiedade. Recomendávem dar ao bebê a partir do sexto mês.

A criança vai dormir a noite inteira se não tirar uma soneca: mito

O recém-nascido pode dormir em torno de 16 a 19 horas diárias, distribuídas igualmente entre o dia e a noite mas a rotina só é inserida com sucesso a partir do quinto mês. As sonecas costumam durar até os 3 ou 4 anos, mas variam de uma criança para outra.

Bebê acostumado no colo estranha dormir sozinho no berço: verdade

Pais que sempre embalam seus filhos no colo estão ensinando que é desta forma que o bebê vai sempre adormecer. A melhor alternativa é deixar que o bebê pegue no sono no próprio berço. “Vale dar a mão, conversar e fazer carinho, transmitindo aconchego”, sugere o pediatra Luiz Renato Valério, do Hospital Pequeno Príncipe (PR).

Música leve e em volume baixo ajuda a pegar no sono: verdade

Canções suaves, como as clássicas, podem contribuir para o relaxamento se forem reproduzidas em volume baixo. Mas elas devem ser desligadas assim que a criança dormir. Alguns médicos, no entanto, não consideram necessário recorrer a esse tipo de artifício. Fica à escolha da família.

Criança pode ter insônia: verdade

Na infância, o problema é mais raro do que em adultos e, normalmente, tem origem comportamental. Uma pesquisa recente da Norwegian University of Science and Technology (Noruega) com mil crianças de até 6 anos revelou uma associação entre a insônia e problemas de saúde mental, como ansiedade, depressão e TDAH.

Criança que não dorme o suficiente fica agitada: verdade

Os adultos costumam se sentir cansados, mas as crianças podem ficar ainda mais excitadas, levando a alterações de memória e comportamento. Logo, nada de a criançada ir para a cama tarde.

Crianças podem ter sonambulismo: verdade

Andar pela casa durante o sono é mais frequente do que se imagina e tem um forte componente hereditário. Os cuidados com as crianças que apresentam o distúrbio consistem em evitar que se machuquem durante a noite. Colocar rede ou grade nas janelas e trancar as portas são medidas de segurança essenciais. Em geral, os episódios se tornam menos frequentes como passar dos anos

Quanto maior a idade, menos horas de sono são necessárias: verdade

O recém-nascido pode dormir até 19 horas por dia. Conforme cresce, esse tempo diminui. Veja a tabela da organização americana National Sleep Foundation sobre o sono infantil:
0 a 3 meses: 11 a 19 horas
4 a 11 meses: 10 a 18 horas
1 a 2 anos: 9 a 16 horas
3 a 5 anos: 8 a 14 horas
6 a 13 anos: 7 a 12 horas

Terror noturno é o mesmo que pesadelo: mito

O terror noturno é um transtorno do despertar: geralmente, a criança se senta na cama no meio da noite, grita, chora, pronuncia frases sem nexo, e os batimentos cardíacos e a respiração aceleram. O ideal é que os pais não despertem o filho, apenas tentem acalmá-lo.

Criança que se cansa durante o dia dorme melhor à noite: mito

Nem sempre. Algumas vezes, um grande número de atividades deixa a criança tão animada que ela pode ter dificuldade para relaxar. Ou pode ser até que durma cedo, devido ao cansaço, mas acorde no meio da madrugada.

É preciso silêncio total enquanto o bebê dorme: mito

Basta que o ambiente seja calmo. “Os pais não devem assistir a um filme de ação em volume alto, por exemplo, mas podem fechar a porta do quarto da criança e ver TV na sala ou conversar em volume moderado”, propõe Felipe Lora. Ou seja, um pouco de bom senso e nada de paranoia.

Quem não dorme o suficiente tem mais dificuldades na escola: verdade

O desempenho escolar é frequentemente prejudicado pelas noites maldormidas. Deve-se entender a importância da rotina e de não deixar a criança acordada até tarde. Se o seu filho tem dificuldade em levantar de manhã para ir à escola, tente colocá-lo para dormir mais cedo.

É normal ranger os dentes: mito

Se a criança aperta a mandíbula enquanto dorme, é provável que tenha bruxismo. Sua consequência mais comum é o desgaste dos dentes, mas também pode haver ruídos, dores musculares, limitação de abertura de boca e zumbido no ouvido.

Bebê não sonha: mito

Em adultos, os sonhos ocorrem no chamado Sono REM, caracterizado por movimentos rápidos dos olhos. Como o sono das crianças contempla esse estágio desde o nascimento, acredita-se que elas também sonhem. Inicialmente, o bebê sonharia com cores, depois, com rostos dos familiares, e assim por diante.

Luz acesa atrapalha o sono: verdade

A luminosidade inibe a secreção da melatonina, hormônio que induz e aprofunda o descanso. E como o hormônio do crescimento (GH) é liberado durante o sono profundo, essa fabricação também é prejudicada. Se a criança tem medo de escuro, use uma lâmpada de tomada azul, o único tipo de luz que causa sonolência.

Após o primeiro mês, não é necessário acordar o bebê que dorme a noite toda: verdade

Durante o primeiro mês, não é adequado que ele fique mais de seis horas sem se alimentar. Por isso, ele precisa ser acordado quando estiver dando este intervalo. Passado esse período, não é mais necessário despertá-lo.

Fonte: Revista Crescer

Escreva um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *