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Bebês em crise? Sim, eles também sofrem com as oscilações de humor

Enquanto muitos pais e babás acham que as alterações constantes de humor dos bebês podem ser resultado de questões como fome, fralda suja, dor ou até a famosa “manha”, eles sofrem com crises. Sim, bem parecidas com as que nós, adultos, nos deparamos.

Nos 12 primeiros meses de vida do bebê, as transformações são as mais diversas, e não há motivo para se descabelar por conta disso. As mudanças no corpo e mente deles, que vão desde o nascimento dos dentinhos até os primeiros passos, são chamadas de crises de desenvolvimento do crescimento.

Veja as principais mudanças nos pequenos:

6 semanas a 2 meses:

Entre a sexta semana de vida e os dois meses de idade, os bebês têm muita cólica.  “Alguns dizem que é porque o intestino do bebê ainda está se posicionando, outros que é porque sente falta do ambiente uterino, mas nenhuma dessas hipóteses é muito bem aceita”, explica o pediatra Paulo Taufi.

Aproximadamente 6 meses:

Depois do período da cólica, outro sintoma de desenvolvimento que pode afetar o humor dos bebês é quando começam a nascer os primeiros dentes. “A criança pode, sim, ficar mais incomodada”, explica Taufi. Assim como todas as outras fases, ela passa. Ainda bem, né?

8 meses:

Por volta desta idade, a crise também passa a ser mais psicológica e afeta o sono da criança. Alguns especialistas defendem que, neste momento, as crianças sentem mais a separação dos pais. A distância os assusta. “É por isso que alguns bebês podem ter dificuldade de dormir. Quando acordam durante à noite choram porque se sentem sozinhos no quarto”, explica o pediatra.

Aproximadamente 1 ano:

Quando o primeiro ano do bebê está chegando e ele já consegue andar, alcançar e pegar objetos, a crise da independência aparece. “Ele acha que não precisam mais tanto assim da mãe, se vê independente e quer testar tudo”, afirma Taufi.

A crise na alimentação também é muito comum, na qual os bebês selecionam mais os alimentos e podem diminuir o que comem em cada refeição. Segundo o pediatra, o apetite diminui porque o corpo do bebê não está com o mesmo ritmo de crescimento dos primeiros 12 meses. “A necessidade de ganhar peso diminui. Alimentação para criança é sobrevivência. Ela não vai deixar de comer se não estiver precisando”, tranquiliza o especialista.

Fonte: Pais & Filhos

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