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Gravidez tardia: riscos e cuidados

Nesta semana tivemos a notícia linda de que a cantora Ivete Sangalo está à espera de mais dois bebês. Sim, gêmeos! Ela, que é casada com Daniel Cady e já tem um filho, se mostrou animada para encarar a nova jornada. No entanto, é preciso ter alguns cuidados quando se engravida depois dos quarenta anos. A gravidez tardia requer uma série de cuidados e possui riscos, por isso as mamães precisam ficar atentas.

Hoje em dia muitas pessoas falam que os 40 são os novos 30 para a mulher mas, segundo o Dr. Edson Borges Jr., doutor em urologista (UNIFESP) e em ginecologia (UNESP), e especialista em medicina reprodutiva, isso não vale para a fertilidade. Confira abaixo o texto produzido por ele.

Gravidez tardia

Os 40 anos são os novos 30 para a mulher? Isso não vale para fertilidade

O congelamento de óvulos é a técnica reprodutiva mais procurada por mulheres que desejam ter filhos, mas pretendem adiar a gestação. Muitas buscam, antes de tudo, a realização profissional e a independência financeira. Outras pretendem no futuro fazer uma “produção independente”. Vale lembrar também que o congelamento de óvulos leva a mulher a um nível […]

O congelamento de óvulos é a técnica reprodutiva mais procurada por mulheres que desejam ter filhos, mas pretendem adiar a gestação. Muitas buscam, antes de tudo, a realização profissional e a independência financeira. Outras pretendem no futuro fazer uma “produção independente”.

Vale lembrar também que o congelamento de óvulos leva a mulher a um nível de igualdade com os homens sobre o momento ideal para ter filhos. Como a fertilidade do sexo masculino é mais longa (geralmente só congelam o sêmen por questões de saúde), a idade para ter um filho não costuma ser um problema para eles. Enfim, com o congelamento dos óvulos, elas passam a ter o direito de escolher o melhor momento para ser mãe sem pressão social, familiar ou profissional.

No entanto, atenção: os óvulos envelhecem. Com isso, claro, cai a qualidade.

Todos os óvulos da mulher já estão “prontos” antes de seu nascimento. A partir daí existe uma diminuição progressiva do número de gametas. Os números são impressionantes. Após a menarca (início dos ciclos menstruais), o organismo da mulher “gasta” cerca de 1.000 óvulos por mês, havendo uma diminuição importante, tanto na quantidade quanto na qualidade, após os 35 anos.

Por isso, é importante que a mulher nessa situação procure um especialista, que vai avaliar sua reserva ovariana, principalmente quando fatores hereditários apontam para a menopausa precoce.

A taxa mensal de fecundidade em mulheres entre 20 e 30 anos é de cerca de 30%. Depois dos 35 anos, cai para menos de 15%. A partir de 40 anos, a queda da função reprodutiva é muito grande.

Assim, o ideal é que a mulher faça o congelamento dos óvulos quando tiver entre 31 e 35 anos, mas aquelas que estão na faixa entre 35 e 40 anos também podem se beneficiar da técnica, embora nesse caso a probabilidade de gestações seja menor.

A partir dos 40 anos, o sucesso do procedimento é bem mais raro, pois a fertilidade feminina entra em rápido declínio.

Com esse tipo de providência, a mulher se livrará do peso da ansiedade e das cobranças em relação à maternidade, que costumam gerar tanta insegurança quando confrontada com suas relações pessoais e profissionais.

É comum hoje ouvirmos dizer que os “40 anos são os novos 30”. É verdade quando o assunto é beleza, mas não quanto à fertilidade.

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